Ao olhar para a história da humanidade, vemos que a religião é algo que “sempre” fez parte do cotidiano humano. De acordo com historiadores, as religiões mais antigas datam 30.000 AC e esteve presente em todas as principais civilizações ao redor do globo. Hoje de acordo com pesquisas, o mundo está dividido basicamente entre o cristianismo, islamismo, hinduísmo, budismo e suas milhares ramificações. A outra “religião” com mais de 1 bilhão de adeptos são os ateus e agnósticos, de acordo com estudo da ONU.
Durante séculos, as respostas para perguntas como “Da onde viemos?”, “Para onde vamos?”, “Quando tudo começou?” e outras, eram encontradas em livros sagrados, supostamente, escritos por mensageiros e profetas de um ser divino, onipotente, onisciente e onipresente. Mas com o desenvolvimento da ciência e do intelecto humano, as falácias escritas nesses livros foram sendo derrubadas uma a uma.
No entanto, ainda hoje em pleno século 21, a religião permeia sobre a humanidade. Existem milhares de pessoas que acreditam na criação do mundo em 7 dias, a história de Adam e Eva, e a cobra falante, homens e dinossauros vivendo na mesma época, que a Terra existe de 6000-5000 anos ao invés de 4,5 bilhões de anos, entre outros. Existe aí uma ignorância enorme que age sobre mente humano. Num raciocínio lógico, eu me pergunto: como pode algo extremamente complexo como a formação do universo e nosso planeta, a origem da vida e seus milhares de espécies serem explicadas ao simplesmente dizer “Deus criou tudo”? A partir deste suposto, esse deus teria que ser infinitamente mais complexo para criar tais coisas, certo? Mas e esse ser infinitamente mais complexo, saiu da onde?! A minha resposta é: da mente humana. É ilógico pensar que algo complexo veio de algo infinitamente mais complexo e depois dizer que esse ser divino é o “Alfa e Ômega” e aceitar isso com base em fé. Já dizia Luís Fernando Verissimo: “A função da fé é lhe permitir acreditar naquilo que sua inteligência rejeita”.
Mas felizmente, de acordo com pesquisas e estudos recentes a quantidade de ateus/agnósticos veem crescendo, especialmente e em países mais desenvolvidos. Na Suécia, por exemplo, o índice chega a 64% da população, seguida por Dinamarca (48%), França (44%) e Alemanha (42%). Na outra ponta, países da África sub-saariana têm menos de 1% de ateus. Tudo isso só vem a corroborar que quantos mais desenvolvido e educado a população, menor a chance desta população ser religiosa. Mas há exceções, por exemplo, os Estados Unidos que a maioria da população é religiosa e muito conservadora. Por outro lado, Cuba que é um país menos desenvolvido e com população menos educada, mas tem um índice bem maior de ateus que nos Estados Unido. Neste caso, o ateísmo foi imposto pelo sistema de governo.
Enfim, os estudos mostram que a tendência é que com o passar dos anos, mais e mais pessoas, se “convertam” ao ateísmo. Será mesmo?! Eu acredito que existe essa possibilidade, mas acho que ainda irá demorar muito tempo para que realmente a maioria da população humana abandone suas crenças ilógicas e dogmas arcaicos. Quem viver, verá!
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