Thomas Jefferson, um dos Pais Fundadores, uma vez disse: “Uma pequena rebelião de vez em quando, é um medicamento necessário para boa saúde do governo”. Ele e outros lutaram pela conquista de um novo governo independente e livre de qualquer tirania e opressão. O mesmo fez a população francesa durante a tomada da Bastilha, um povo cansado de ser subjugado por monarcas absolutistas. E em toda a história da humanidade, podemos ver pessoas, populações inteiras se levantando contra a opressão, em busca da liberdade, a liberdade de expressão, religião, pensamento e por aí vai.
E mesmo após séculos de lutas por liberdade e independência, hoje vivemos em um mundo, não muito diferente daquele em que viviam os Pais Fundadores ou franceses subjugados. Na verdade, arrisco eu dizer, vivemos em uma situação bem pior. Naquela época, palavras tinham significados, que levavam a meios e meios que levavam a ação. Hoje palavras são jogadas ao vento ou usadas em frases de efeito para criar a ilusão de quão somos “livres”. Nós não somos livres! Somo escravos de um sistema controlado, não por governos despostas, mas sim por um sistema em si, um sistema desenhado para nos subjugar e escravizar de maneira muito mais eficiente do que eram escravizados os negros ou índios. Naquela época, o dono de um escravo tinha que se preocupar aonde aloja-lo e como alimenta-lo, mesmo que fosse uma “cabaninha” qualquer e alguns restos de comida. Hoje, esse sistema de escravidão e ilusão é tão perfeito, que nós mesmos, como escravos, temos que nos preocupar com nossa própria sobrevivência e ainda nos consideramos “livres”. Nas palavras do escritor alemão Goethe: “Ninguém é mais desesperadamente escravo do que aqueles que falsamente acreditam serem livres”.
Que sistema é esse? É o sistema econômico monetário, ou em uma única palavra: ganância. Sem dinheiro, não vivemos. Mesmo que você decida viver de algum tipo de caridade, você ainda sim precisa que o dinheiro venha de alguma boa alma caridosa. E é esse sistema baseado em dinheiro que escraviza a todos nós, sem qualquer exceção, desde grandes instituições, como uma nação inteira, até o mais pobre miserável que vive na rua. E quem controla o dinheiro? Quem cria o dinheiro? Bancos! Recentemente veio ao meu conhecimento como os bancos controlam e manipulam esse sistema, e eu fiquei abismado o quanto, realmente somos escravos, e como estamos num caminho de auto destruição inevitável, se cada um de nós não criamos uma revolução a partir de nossas consciência e pensamentos sobre o mundo em que vivemos hoje.
Tudo hoje gira em torno de consumo e lucros. Para se obter lucro precisa-se de consumo, que por sua vez só existe se houver o lucro. Um país, como o Brasil, espera que sua indústria cresça então o mercado de trabalho também cresce, e automaticamente uma população que trabalha e tem renda consome aquilo esta a venda. Até aí, tudo perfeito! O PIB do país cresce constantemente, pessoas estão comprando mais, recordes de venda na indústria automobilística, pessoas com maior poder aquisitivo, muitas televisões de LED sendo vendidas, mercado imobiliário crescendo de forma exponencial, etc e etc. Mas chega um ponto que uma coisinha chamada inflação faz com que tudo isso pare. Então a taxa de juros é elevada, o que significa em dinheiro e empréstimos mais caros. E aqueles que possuem o dinheiro, diminuem a quantidade de capital disponível no mercado já com o medo de levar calote, então um mercado sem dinheiro para investir, se retraí, o que diminui o consumo, as indústrias não produzem mais tanto, excesso e incapacidade de pagar a mão de obra, demissões em massas, menos pessoas com poder aquisitivo, menos consumo, dividas e empréstimo não sendo pagos e por aí vai. E toda essa sequencia de eventos ocorrem seja pela abundância ou falta do dinheiro.
Desde pequenos somos criados e doutrinados a acreditar que o dinheiro é algo indispensável para a felicidade ou pelo menos para a sobrevivência, o que não deixa de ser uma “verdade”. Mas a ilusão dentro dessa “verdade” é que as coisas são assim e ponto final. Quantas vezes você já ouviu alguém falar ou você mesmo disse: “é assim que o mundo funciona, não tem outro jeito”. Isso não é uma verdade, isso é uma grande mentira. Somos alimentados desde pequenos com esse conceito de escassez que só pode ser suprida através do seu trabalho para conseguir a renda necessária para adquirir coisas e bens. Acredito que muitos aqui têm aquele conceito de estudar, se formar, arranjar um bom emprego, ótimo salário e pronto. Somos doutrinados a pensar de tal forma, para que então sejamos jogados num emprego, numa condição de subserviência, continua e maçante, que nos deixam tão exaustos fisicamente e mentalmente, que não pensamos para quem realmente estamos servindo. Temos a ilusão que o nosso emprego garante a “independência” e salário que paga as dívidas que assumimos ao comprar uma casa, um carro ou qualquer outra porcaria. E estamos tão cegos, tão exaustos e doutrinados, que esquecemos ou nem pensamos que nesse processo de consumo voraz e sem fim, estamos acabando numa escala de destruição enorme no nosso planeta. Todos os recursos que nos garantem a nossa própria sobrevivência e esse estilo de vida consumista, estão se esgotando. Isso é um fato! E o que o resta desses recursos, está sendo poluído e deteriorado pelo uso indiscriminado, tudo em prol do “desenvolvimento” econômico, de empregos, de indústrias, de DINHEIRO! Indiferentemente de raça, etnias, nacionalidades, credos ou qualquer outra coisa, nós todos somos seres humanos, todas as nossas vidas tem o seu valor. Em um dos discursos do Presidente John F. Kennedy ele disse: “Então, não nos deixemos ficar cegos as nossas diferenças, mas que nós também direcionemos nossa atenção aos nossos interesses comuns e por meios que essas diferenças possam ser resolvidas. E se nós não podemos agora acabar com nossas diferenças, pelo menos nós podemos ajudar fazer do mundo um lugar salvo de diferenças. Porque, em análise final, nossa ligação mais básica comum é que todos nós vivemos nesse planeta. Nós todos respiramos o mesmo ar. Nós todos estimamos o futuro de nossas crianças. E todos nós somos mortais.” E em outro discurso ele disse: “Não pergunte o que você pode fazer pelo seu país, mas pergunte o que você pode fazer pelo seu país. Meus companheiros cidadãos do mundo, não perguntem o que os Estados Unidos irá fazer para vocês, mas sim o que juntos podemos fazer pela liberdade do homem. Finalmente, quer vocês sejam cidadãos dos Estados Unidos ou cidadãos do mundo, peça de nós aqui com o mesmo elevado padrão de força e sacrifício, o que nós pedimos de vocês. Com uma boa consciência, a nossa única recompensa, sendo a história juíza de nossos feitos, e que nós seguimos em frente para guiar a terra que amamos, pedindo a benção e ajuda Dele, mas sabendo que aqui na Terra, a verdadeira obra de Deus deve ser a NOSSA PRÓPRIA obra!”
Colocando de lado o fato de Kennedy ser estadunidense ou que ele se dirigia ao seu país, pense nessa mensagem. Como Gandhi disse certa vez: “Meu país é o mundo, e minha religião é fazer o bem”. A nossa ganância e medo são tantos que somos obrigados a esquecer de nossa humanidade, de fazer e buscar o bem do próximo. Você deve pensar assim como eu: “eu ajudar um pobre?! Ah posso até ajudar, mas dentro do meu limite... eu não posso e nem vou deixar de ter o meu conforto, para ajudar alguém necessitado. Tudo isso custa dinheiro, é mal consigo pagar as minhas contas.” Ou ainda, quando alguém se aproxima de você para pedir dinheiro ou você vê aqueles caras no semáforo fazendo acrobacias, você pensa: “Putz, mais um infeliz para me encher o saco, pedindo dinheiro” ou “Sei não, será que essa cara vai me assaltar?!”. Somos quase 7 bilhões de seres humanos, é o incrível é que 1% da população adulta, detém 40% de toda riqueza do mundo. Dezenas de milhares de crianças morrem diariamente por fome ou doença. Se considerados os 10% mais ricos do mundo, a proporção da riqueza mundial nas mãos desse grupo é de 85,2%. Na outra ponta, os 50% mais pobres do mundo são donos de apenas 1% da riqueza global.
Agora você vira para mim é diz: “é assim que o mundo funciona, não tem outro jeito. O que eu, um indivíduo, posso fazer para mudar isso?! Nada” E eu digo que há algo a ser feito. Eu pergunto a você e responda honestamente: você está satisfeito em sua vida, vivendo um emprego de subserviência, aonde você consegue obter coisas a custo de sua obediência, repressão de criatividade, numa espiral de sobrevivência, tem ali seus momentos de felicidade, vivendo com o conforto da sua rotina, “tranquilidade”, familiaridade e repetição para depois acabar num buraco dentro da terra?! E pior, sabendo que você ajudou a contribuir com um sistema corrupto que deixou as pessoas ricas mais ricas, e os pobres mais pobres, e que eventualmente vai levar a extinção da nossa raça e tudo mais de bom que existe nesse planeta?!
Se você responder que sim, que está satisfeito, então eu peço desculpas por tê-lo feito perder alguns minutos lendo tudo isso e desejo boa sorte, pode de parar de ler aqui. Agora, se você assim como eu, sente-se inconformado, procura a verdade e o melhor, então eu peço a você, que você fique extremamente puto comigo. Comece a espalhar esse tipo de informação a todos, sua família, seus amigos, etc. Comece uma revolução a partir da consciência e pensamento das pessoas. Quanto mais pessoas mudarem sua forma de pensar e mais estiverem conscientes da situação, mais pessoas irão ficar putas também. Até chegarmos a um ponto em que teremos pessoas suficientes nesse mundo, para derrubar esse sistema. E essa luta não precisa de armas ou derramamento de sangue. Tudo o que iremos precisar fazer é cruzar os braços e exigir nas ruas mudanças. Se hoje, todos ou a grande parte da população humana, que é você, eu e outros, parássemos de trabalhar, fizéssemos uma greve geral, o sistema econômico monetário, iria entrar em colapso. E a partir daí, um novo sistema poderia entrar no lugar. Você deve estar pensando agora: “Alerta! Alerta! Um comunista, marxista, stalinista, socialista”. Esse novo sistema foge de qualquer “ismo” já implementado, seja capitalismo, socialismo, fascismo, etc. Afinal todos esses “ismos” recorrem ao dinheiro, ao sistema econômico monetário. Esse sistema seria a economia baseada em recursos, em conjunto com o Projeto Vênus do cientista social Jacque Fresco.
Existem hoje alguns grupos que propagam ideias sobre uma nova ordem, um novo sistema. Um deles é o Movimento Zeitgeist que promove a ideia citada acima. Peço que cada um visite o site, leia as ideias, argumentos e propostas de solução para nosso problema atual. Existe também o site da séria dos filmes “Zeitgeist”. Foi a partir dos filmes que surgiu o movimento em si.
Enfim, a ideia está lançada. Espero que muitos, assim como eu, consigam compreender o que se passa no verdadeiro mundo hoje e se inspirem e ajam para uma mudança concreta desse mundo. Se nada for feito para alterar os fatos que se apresentam diante de nós hoje, eu sei que não vai demorar muito até que a gente se destrua, através de guerras pelos últimos recursos e/ou fomes e epidemias em massa. Segue abaixo links:
Vida longa e prosperidade!
Soyuz
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